Já não é uma forma de afirmação pessoal ou tão pouco considerado elegante. Pelo contrário, está fora de moda e é considerado uma falta de respeito para com os outros.
Não se deve entrar num espaço público a fumar. Os cinzeiros não se expõem em casa e não se fuma quando se é apresentado.
O homem deve acender o cigarro à senhora sem esta lho pedir.
À mesa não se fuma, nem mesmo charutos, antes da sobremesa e dos queijos.
Ao chegar-se a uma reunião ou a casa de alguém e não estiverem dispostos alguns cinzeiros não se deverá fumar. E, se os houver deve-se pedir sempre primeiro a permissão para acender um cigarro oferecendo-se o tabaco antes de fumar, não devendo lançar baforadas de fumo para cima das outras pessoas, mas sim para onde não atinja ninguém.
Durante os eventos profissionais onde não seja permitido fumar, cabe ao anfitrião decidir quando se fará um intervalo para que os intervenientes o possam fazer sem incomodar as restantes pessoas.
O tabaco
Foi introduzido na Europa em 1587, pelo navegador inglês Sir Walter Raleigh. A planta recebeu o seu nome latino Nicotiana, pelo enviado francês na corte portuguesa, Jean Nicot de Villemin.
Enquanto em França o tabaco servia como planta medicinal os ingleses utilizavam-no como estimulante e fumavam-no em cachimbo.
O cigarro
Originalmente, era um simples produto de aproveitamento de sobras. Isto aconteceu provavelmente em Espanha onde em 1784, em Sevilha, foi fundada a primeira fábrica de cigarros. A partir daquele país, o antepassado do cigarro chegou a Portugal e à França e, depois, À Rússia e à Turquia.
Em 1847, Philip Morris fundou em Londres uma loja para a importação e venda de cigarros. Já em 1890, Louis Rothmans, originário da Ucrânia, abriu a sua primeira loja de cigarros em Londres, e mais tarde essa marca viria a atingir grande reputação.
A preferência pessoal por uma marca de cigarros está associada a determinados estilos de vida. Assim, Rothmans espelha a elegância clássica inglesa, e Gauloises dá o prazer activo do pâté francês. Lucky Strike, Camel ou Marlboro, apesar da sua ascendência inglesa, descobre a imensidão da América, terra das oportunidades, vibrante e jovem.
Além do nome, o tipo de tabaco condiciona a preferência por uma marca. O fumador pode ser distinguido pelo seu gosto pelo tabaco preto ou claro.
O tabaco preto encontra-se nas marcas Gauloises Caporal, Gitanes, Ducados, Bastos ou Roth-Händle. O tabaco claro, ou louro, encontra-se nas marcas Camel, Lucky Strike ou Chesterfield.
O cachimbo
Fumar cachimbo é reconhecido como um hábito inglês, e de facto é a Sir Walter Raleigh que a Europa deve esse hábito.
Uma das Marcas mais célebres é a Dunhill, os seus cachimbos são imediatamente reconhecidos através do ponto branco na boquilha. Esta marca oferece também ao fumador a possibilidade de ter a sua própria mistura de tabaco fino personalizada.
O charuto
Há três tipos de charutos, o tipo castanho-escuro a preto, tipo bege e o tipo bege-azeitona. Os charutos escuros são oriundos do Brasil, os Sumatra são bege e os Havanna são bege-azeitona; estas são as três regiões clássicas de origem.
O charuto mais popular e considerado como o de melhor qualidade é o Havanna.
O consumo de charuto sofreu uma mudança nos últimos anos. O que antes era só visto nas pessoas idosas, neste momento está na moda mesmo entre as senhoras.
Fumar um charuto não é tão fácil como fumar um cigarro. As primeiras tentativas geralmente não dão um verdadeiro prazer. É necessário um verdadeiro conhecimento. O sabor de um charuto depende do seu grau de humidade, não devendo ser seco em demasia.
Dizem os conhecedores que um bom charuto tem, como um bom vinho, aromas muito distintos. E, para uma boa escolha devem ser “provados” até se encontrar o perfeito para um gosto pessoal.
Os charutos devem ser conservados dentro de um humificador – uma caixa climatizada e temperada, onde se mantém a humidade.
Há quem aconselhe os fumadores iniciados e que não possuam um humificador, que conservem os seus charutos, por exemplo na gaveta dos legumes do frigorífico, ou ainda dentro de uma caixa de madeira de cedro na adega.
Fumar um charuto obedece a determinados ritos, assim, em primeiro lugar deve-se retirar a cinta; depois sem enfiar um fósforo no charuto, deve-se cortar a ponta com um corta-charuto. Acende-se com um fósforo e nunca com um isqueiro, deve-se ter o cuidado de não deixar apagar. Inala-se o fumo, mas não se engole como o dos cigarros.
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