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Na rua - Nos tempos actuais andar na rua requer particular cuidado, porque o ritmo de vida acelerou vertiginosamente, a quantidade de carros disparou e tentam competir com os peões pelo direito de circulação.
A melhor maneira para se andar na rua sem esbarrar em ninguém é olhar em frente, com passo regular e caminhar sempre no mesmo sentido em linha recta, naturalmente desviando-se dos obstáculos.
Não se deve para bruscamente sem se verificar que se incomodará os outros peões.
Às senhoras dar-se-á sempre o lado de dentro do passeio, evitando assim os carros e os salpicos no tempo das chuvas.
Deve-se ultrapassar o peão pelo lado esquerdo, quando se passeia um carrinho não se tendo prioridade sobre ninguém não se deve forçar a passagem, e quando um automobilista cede a passagem deve-se agradecer com um aceno de cabeça.
As pessoas idosas, com deficiências e carregadas deverão ter prioridade sobre os outros peões. Deve-se facilitar a passagem e se tal for necessário ajudá-las.
Quando chove, todos os peões se protegem com o chapéu-de-chuva, mas, não devem ser usados com armas de intimidação para a cedência de passagem. Quando um casal partilha o mesmo chapéu-de-chuva, deve ser o homem a segurá-lo. Mas geralmente é o mais alto que poderá segurar.
Mesmo que se encontre uma cara famosa ou alguém muito diferente dos padrões instituídos, não se deve voltar para trás, embasbacado nem se fazem comentários ou se aponta o dedo sobre aqueles.

No jardim público - Nestes locais deve-se respeitar os avisos, não se apanham flores do canteiro nem se anda sobre a relva quando isso está interdito, não se passeiam os cães para onde estão proibidos de estar ou entrar e sempre seguros por uma trela, e, claro está que os dejectos deixados por eles devem ser removidos pelos seus donos.
Igualmente não é aceitável que devido ao calor alguém possa usar a relva ou as fontes para seu uso privado de refrescamento ou em substituição da praia, quer despindo-se para se bronzear ou banhando-se naquelas.

Nos transportes públicos - É durante o trajecto para o emprego ou para outro qualquer lugar que nos faça usar os transportes públicos que se deve usar da máxima cortesia e atenção para aqueles que mais precisam numa sociedade, como os idosos, os deficientes físicos e mentais, bem como as mulheres grávidas ou acompanhadas de crianças de colo.
Assim o gesto de civismo de cedência de lugar a estes deverá ser sempre praticado e ensinado às crianças.
Quando se viaja no metro ou no autocarro com uma criança de pouca idade, esta não deverá ser sentada ao lado mas sim ao colo do seu acompanhante. Se por outro lado se estiver em pé com ela e for oferecido um lugar, este gesto deverá ser agradecido com um sorriso e um agradecimento. O conforto dos vizinhos nos transportes deve ser respeitado, para isso bastando não se ocupando mais que um lugar, não esticando as pernas para baixo do outros lugares, não se lendo o jornal aberto em todo o seu tamanho, não se barrando as portas impedindo a entrada ou a saída dos outros, não se olhando fixamente para alguém e não usufruir da leitura dos outros por cima do ombro. Quando se espera um táxi à porta de uma estação ou de um aeroporto, dever-se-á respeitar a fila que se forma nos locais indicados. Quando há vários táxis parados será sempre o primeiro em que se entra.
Quando um casal apanha um táxi, deverá ser a mulher a primeira a entrar seguida pelo homem que oferece a sua direita, que fica do lado do passeio. Assim o homem terá que ser o primeiro a entrar, para que não tenha que passar por cima dela, ou então entrar pela porta do lado da estrada.

No carro - Além do código da estrada que deverá ser estritamente respeitado também o código das boas maneiras deverá ser observado.
Antigamente era obrigatório que o condutor abrisse e fechasse a porta da sua passageira, quando entrava e saía do carro. Hoje, este gesto é menos usado excepto para os casos especiais como para as pessoas idosas e para os inválidos.
É sempre obrigatório para um homem que acompanha uma mulher a sua casa, à noite, esperar que ela transponha a porta antes de partir.
A entrada e a saída de um carro pode fazer-se elegantemente sem que para isso seja necessária uma série de tentativas caricatas para o fazer.
Entrar de cabeça não é a melhor maneira porque obriga a uma posição dobrada e as pernas são usadas de maneira deselegante.
Assim a melhor maneira de o fazer é sentar-se primeiro no banco, com as pernas juntas de fora, depois deve-se rodar as ancas para que as pernas entrem simultaneamente. Para sair do carro, faz-se o movimento oposto, saem primeiro as pernas, com os joelhos juntos, depois apoiando-se os pés o corpo poderá sair mais facilmente.

Num edifício religioso - Em qualquer lugar sagrado e de culto que se visite deve ser sempre observada a regra máxima, o respeito.
Em primeiro lugar o silêncio, e quando se tem algo para dizer a alguém deverá ser murmurado.
Depois a descrição, que não condiz com gestos exagerados e dispensáveis, nem se corre pelas coxias.
É que nestes locais as pessoas estão a rezar em silêncio e não devem em caso nenhum ser privadas desse recolhimento.
Também o traje deve ser sóbrio e adequado. Mesmo com calor não se deve entrar com calções, saias muito curtas ou decotes profundos. Mesmo que pareça antiquado pessoas com este tipo de trajes poderão ser impedidas de entrar nestes recintos. Hoje em dia não se exige às mulheres que usem a cabeça coberta com véu, preto para as mulheres casadas e viúvas e branco para as raparigas solteiras. Mas, os homens têm sempre que descobrir a cabeça se usarem chapéu.
Quando se entra num templo em que esteja a decorrer uma celebração, então a descrição tem de ser redobrada. Não se deve fotografar o templo, nem olhar para as pessoas que assistem à cerimónia, e, logo que o propósito da visita seja concluído deve-se sair com a maior discrição.

Numa sala de espectáculos - No século XVIII era comum a visita ás salas de espectáculo não tanto para apreciar este mas para o convívio social - ver e ser visto.
Hoje em dia tal não acontece, assistimos a um espectáculo para o apreciar e não para se ser visto.
Mas, os comportamentos variam conforme o espectáculo que se assiste.

No cinema - Aqui a pontualidade não é uma obrigação, sendo no entanto preferível chegar a tempo para não se perder metade do filme nem incomodar os demais espectadores. Para que não se incomode ninguém durante a projecção do filme dever-se-á seguir o arrumador, com a cabeça baixa ao passar na frente do ecrã, pedir-se desculpa ao passar pelos outros espectadores e sentar-se o mais rapidamente possível.
Durante o filme não se deve comer, amachucar papéis de doces, não se fazem comentários em voz alta, nem se conversa com o vizinho.
Também não se deve escolher o cinema como local de namoro, existem outros locais mais apropriados para esses momentos íntimos.

No teatro - Aqui deve-se chegar com alguma antecedência, tanto em atenção aos outros espectadores, como, principalmente para não se incomodar ou interromper os actores. Se a peça não agradar deve-se aguardar o intervalo para a saída, e, sem comentários em voz alta. Se pelo contrário a peça agradar, durante os aplausos e as chamadas ao palco deve-se aplaudir, já que não é muito cortês sair logo que o pano cai.

No concerto - Num concerto de rock as regras são mais diluídas sendo permitida a informalidade. Mas se assiste a um espectáculo de música erudita ou a uma ópera não se deve, de modo algum, chegar atrasado. Se a orquestra já começou a tocar, deve-se esperar no hall até ao fim do primeiro acto ou do primeiro trecho. Se se estiver constipado é preferível ficar em casa. Nunca se cantarola ao mesmo tempo que a música ou trauteia os versos, é algo imperdoável nestes locais.
O tipo de traje para este espectáculo hoje é mais livre para as récitas, mas não se usam calças de ganga ou calçam ténis. Usualmente, só nas estreias o traje de cerimónia é obrigatório.

No museu - Tal como numa igreja, o silêncio deve ser respeitado num museu. Não se deve manifestar ruidosamente a admiração perante uma obra de arte, nem se fazem comentários aos gritos. Não é tolerável fazer-se discursos grandiloquentes sobre as obras expostas às pessoas em redor.
Nunca se toca uma peça de colecção de um museu, nem se experimenta o mobiliário exposto nos palácios-museus.

Numa sala de espera - Quando se entra em qualquer tipo de sala de espera, deve-se sempre cumprimentar quem lá estiver, bastando para isso dizer bom dia ou boa noite. Não se fuma se não estiverem dispostos cinzeiros, mesmo que os haja deve-se evitar faze-lo.
Se a sala de espera for a de um consultório médico, não é de bom-tom meter conversa com as outras pessoas inquirindo sobre os seus males nem tão pouco contar os nossos próprios.
Nas estações, como em qualquer outro lugar, a cortesia para com as pessoas idosas bem como os inválidos ou mulheres grávidas ou com crianças de colo deverá ser observada na prioridade nos assentos.
Nas salas de espera junto às portas de embarque nos aeroportos, quando os passageiros são chamados, não se deve acorrer com pressa pois neste meio de transporte todos os lugares são marcados.

 
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