Organização de eventos, reuniões, audiências, feiras, colóquios, congressos

Precedências

O cocktail

As refeições

O chá

Os aniversários

 

Os horários das refeições variam conforme a sua especificidade:

  • Pequeno-Almoço, entre 8H00 e 10H00;
  • Pausa para café (Coffee-Break), pausas de trabalho;
  • Brunch, pausas de trabalho;
  • Almoço, entre 12H00 e 15H00;
  • Chá ou lanche, entre 16H00 e 17H00;
  • Cocktail, entre 18H00 e 20H00;
  • Jantar, entre 19H00 e 21H00;
  • Ceia, depois das 23H00;
  • Churrasco, depois das 14H00;
  • Piquenique, entre as 13H00 e 17H00.

Pequeno-almoço e lanche

O pequeno-almoço pode fazer-se em hotéis, ou mesmo no próprio escritório e podem ser usadas como base para encontros ou reuniões de trabalho ou de negócios, geralmente, de quadros superiores das empresas ou de profissões específicas.
No pequeno-almoço pode ser oferecidos bebidas quentes como o café, o chá e o chocolate, as bebidas frias como os sumos, o leite e água. Os alimentos sólidos poderão ser a pastelaria, torradas, doces e manteiga, e, também ovos mexidos, bacon, queijos, etc.
No lanche, que podem servir para as tertúlias e debates de temas actuais, são geralmente servidos o chá, o café ou o chocolate, também as bebidas frias como os sumos de frutas, o leite e água com pastelaria miniatura e sanduíches.

Pausa para café (Coffe-Break) e Brunch

São geralmente usados em reuniões, congressos e seminários, onde aproveitando estas pausas dos trabalhos os intervenientes podem alimentar-se.
A pausa para café (Coffe-Break) é um serviço de cafetaria, mais frugal que o brunch. Nele são servidas bebidas quentes como o café, o chá e o chocolate, ou bebidas frias como os sumos de frutas, leite e água. Pode ser servido nas instalações onde decorrem os trabalhos.
O Brunch, (breakfast + lunch) é uma refeição mais completa que se toma a meio da manhã, onde podem ser oferecidos bebidas quentes como o café, o chá e o chocolate, as bebidas frias como os sumos, o leite e água. Os alimentos sólidos poderão ser a pastelaria, torradas, doces e manteiga, e, também ovos mexidos, bacon, queijos, ou outros pratos mais completos. Não tem, no entanto, a duração de um almoço.
Pode ser servido nas instalações dos trabalhos ou num hotel.

Bufete

É uma refeição em que o comensal serve a si próprio e que a degusta sentado ao contrário do cocktail que se serve em pé. Permite uma grande mobilidade das pessoas para se servirem e sentarem-se onde quiserem. São geralmente servidos em restaurantes e hotéis.
É geralmente dividido em duas partes: a comida e os pratos num lado e num outro as bebidas, os copos, os guardanapos etc. Podem igualmente ser servidos num único lugar, geralmente de maneira a permitir que se contorne para a escolha dos pratos pretendidos.
Os pratos nunca devem ser cheios a transbordar, podendo-se sempre voltar para repetir.
O bufete pode ser de pratos frios, quentes ou ambos. Os alimentos devem ser apresentados de maneira a que sejam de fácil manuseamento e deglutição. Não devem ser servidos neste tipo de serviço pratos como os de caracóis, sopas e pratos com muito molho. Somente no bufete é permitido juntar no mesmo prato vários tipos de alimentos, e estes devem ser retirados das travessas com os talheres que existam para o efeito e não com os que serão utilizados pelos comensais.
Onde se encontram os pratos para se depositar a comida, sempre a uma ponta da mesa, é onde se deverá começar a servir o bufete e daí sempre para a direita. Se for uma mesa central o sentido do serviço será da direita para a esquerda.

Almoço e jantar

 

 

Salgados e aperitivos

Momento de descontracção para os convidados e que se servem canapés, pequenas sanduíches, salgados, etc.
São acompanhados de vinhos generosos e outros licorosos, vermutes (secos) e espumantes naturais (brutos ou secos).

Acepipes

Preparação para a refeição principal. Deve ter um aspecto bastante atraente e devem ser servidos em pequenas quantidades, para que não saciem de imediato o apetite. Assim, poderão ser servidos ovos, escargots, etc.
São acompanhados de vinhos de mesa brancos e espumantes, igualmente secos.

Sopa

Este prato inicia a refeição propriamente dita, continuando, no entanto, o propósito dos acepipes.
Um caldo quente, consommé, é servido numa chávena própria, larga de fundo chato com duas pegas e com uma colher ou é simplesmente levada à boca com as duas mãos que seguram as pegas. A colher, se for usada será deixada no prato que acompanha a chávena.

As sopas podem ser divididas em 6 grupos:

  • caldos claros ou consommé;
  • caldos ligados ou caldos de peixe, carne ou legumes, ligeiramente engrossados;
  • cremes ou sopas cuja consistência e o aspecto lembram os de um creme vulgar;
  • purés ou sopas com uma consistência mais espessa;
  • veloutées ou cremes com base feita de farinha e manteiga;
  • especiais ou sopas regionais e estrangeiras que não se aplicam nas anteriores.

Entrada

É o elo de ligação entre os acepipes e o prato principal. Trata-se de um alimento um pouco mais leve que o prato principal que a seguirá.
Soufflés, carnes leves, peixes e aves, ostras, servidas com alcachofras, espargos, etc.
É acompanhada com um vinho mais leve que o do prato principal, como os vinhos palhetes e tintos.
Para peixes e mariscos; quando cozidos, com molhos de manteiga ou brancos, vinhos doces de mesa (brancos ou rosés); quando gratinados e assados, vinhos de mesa brancos; quando guisados e de caldeirada vinhos de mesa tintos.

Prato Principal

É geralmente à base de carne vermelha ou carne de porco e de animais de caça, como o pato, ganso ou peru. São acompanhados com legumes como o arroz, a batata, o feijão e a couve.
Servem-se vinhos de mesa tintos, de preferência velhos, e espumantes naturais (brutos e secos).

Queijos

Após o prato principal segue-se o prato ou tábua de queijos antes dos doces e das frutas. Os queijos devem ser apresentados sem invólucro ou embalagem, exceptuando o Roquefort, e sobre uma camada de folhas de vinha.
São servidos vinhos generosos e outros licorosos ou, tintos velhos.

Frutas

Para os não apreciadores ou que estão proibidos de os comer, algumas frutas podem substitui-lo. Uvas, ameixas ou morangos, maçã ou pêra e algumas nozes poderão ser servidas.
As frutas são acompanhadas com vinhos generosos e outros licorosos (meio doces ou doces), vinhos doces de mesa e espumantes naturais (meio secos, meio doces ou doces).

Sobremesa

Após a degustação dos queijos que removeram o sabor salgado da refeição, esta segue para a etapa doce. Compotas, sorvetes, mousses.
Com os doces são servidos vinhos generosos e outros licorosos (meio doces ou doces), vinhos doces de mesa e espumantes naturais (meio secos, meio doces ou doces).

Café, Licores e Aguardentes Velhas

Nesta etapa final do serviço de um jantar são servidos o café, duas variedades de licor e as aguardentes velhas, que têm como função a ajudar a digestão das gorduras e impedir a sonolência causadas por uma refeição tão completa.
Podem ser servidos ainda à mesa da refeição, se se tratar de um almoço que se pretenda breve.

O vinho é a bebida resultante da fermentação alcoólica de uvas frescas ou do seu mosto ou sumo, segundo processos tecnológicos apropriados.

Portugal tem regiões definidas e demarcadas de produção vínica, com denominação de origem demarcada:

Douro

Vinho do porto e vinhos de mesa.

Madeira, Carcavelos e Moscatel de Setúbal

Vinhos generosos e vinhos verdes.

Dão, Colares e Bucelas

Vinhos comuns ou de mesa.

Outros

Bairrada, Torres Vedras, Cartaxo, Lafões (vinho verde), Pinhel, Tarouca, Alcobaça, Palmela, Borba, Reguengos, Vidigueira, Lagoa, Lagos, Portimão e Tavira.

Classificação dos vinhos na gastronomia

Vinhos generosos e licores;
Vinhos doces de mesa brancos e vinhos rosés;
Vinhos comuns ou de mesa (brancos e tintos);
Vinhos espumantes e espumosos.

Outros produtos vínicos

Aguardentes
Licores

Vinho do Porto

Pode ser branco ou tinto, atingem com a idade tonalidades diversas, algumas das quais descritas na língua inglesa, como tawny – alourado. Qualquer que seja a sua cor, pode ser seco ou doce.
Os vinhos de colheitas famosas – vintages, têm características únicas.

Pode ser servido como aperitivo ou como vinho de sobremesa.

Vinho da Madeira

Apresenta igualmente diversos graus de doçura, geralmente com designação da respectiva casta: sercial, seco; verdelho, meio seco; Boal, meio doce e Malvasia, doce.

É um vinho muito ligado à gastronomia na preparação de pratos.

Vinho de Carcavelos

Este vinho é apresentado nos tipos seco e doce.

Moscatel de Setúbal

É um vinho sempre do tipo doce, com maior ou menor grau de doçura.

Os vinhos comuns ou de mesa

Os vinhos doces de mesa, brancos e rosados, ou roses, são caracterizados por um certo grau de doçura no paladar.
Os vinhos rosés são também caracterizados pela cor e por uma certa gaseificação.
Os vinhos comuns ou de mesa são os que têm uma graduação alcoólica normalmente não superior a 130 ou com pequena percentagem de gás, dizendo-se então que são levemente gasosos ou frisantes. Dos vinhos que não revelem possuir qualquer gás diz-se que são tranquilos. Se não apresentarem alguma doçura no paladar, chamam-se secos. Se forem levemente doces, são designados doces ou adamados.
Estes vinhos podem ser brancos, palhetes ou claretes (algumas vezes rosados) e tintos.

Vinhos espumantes e espumosos

Os vinhos espumantes e espumosos são caracterizados pela produção de espuma abundante e persistente. A designação de espumante natural é apenas usada nos vinhos deste grupo preparados por métodos que permitam uma segunda fermentação alcoólica já na garrafa. Quando isto não acontece e lhe é introduzido o gás por meio de aparelhos, os vinhos chamam-se espumosos gaseificados ou gaseificados.

O vinho espumante natural é o verdadeiramente digno de figurar no menu de uma refeição de categoria, podendo ser servido com todos os pratos da refeição.

São vinhos com uma graduação alcoólica média de 11,50, podendo não ter qualquer traço de açúcar ou com menor ou maior quantidade daquele sendo, assim, chamados brutos, extra secos, secos, meio secos, meio doces ou doces.

Aguardentes e Licores

Incluem-se as aguardentes vínicas propriamente ditas e as aguardentes de bagaço ou bagaceiras. Quando envelhecidas em cascos de carvalho, as aguardentes vínicas adquirem características únicas.
Em resultado das condições de preparação e envelhecimento, as aguardentes podem ser chamadas aguardentes velhas (brandy ou brande) ou preparadas.

Os vinhos e as aguardentes de origem vínica bem como os licores, são chamados bebidas espirituosas. As aguardentes distinguem-se dos licores pela sua composição de álcool, de água e outras substâncias. Já os licores são caracterizados pelo uso do açúcar e de substâncias aromáticas naturais ou adicionadas.

De entre as aguardentes destacam-se as seguintes:
Aguardente de pêra, de figo, de medronho, de cereja ou de ginjas (kirsch), de cana (cachaça e rum), whisky, gin, genebra, vodka, aquavit e as aguardentes anisadas.

Dos licores identificam-se os seguintes:
Licor de ginja, ou ginginha, sherry, triple ou tríplice, ponche e kumel.
Os aperitivos espirituosos ou alcoólicos e espirituosos licorosos são chamados amargos, bitter e o cordial.

Cocktails

São bebidas que resultam da mistura de aguardentes, licores, xaropes e outros líquidos alcoólicos. São sempre servidas geladas, antes das refeições.

Para uma melhor degustação de vinhos, alguns cuidados devem ser tomados, como os seguintes:

Temperatura

Temperatura ambiente

Os vinhos generosos e outros licorosos, os vinhos de mesa tintos, bem como as aguardentes.

Ligeiramente frios

Os vinhos de mesa brancos e palhetes e os verdes tintos.

Bastante frios ou quase gelados

Os vinhos doces de mesa e os espumantes naturais.

Para refrescar os vinhos, devem colocar-se as garrafas em baldes com gelo ou sob água corrente, jamais se adiciona gelo ao vinho.

Deve usar-se copos em forma de balão de boca larga para os vinhos generosos e outros licorosos e de balão de boca estreita para as aguardentes.
Deve deixar-se sempre espaço do copo por encher, sendo aquele maior quando se trata de vinhos generosos e tintos velhos, para uma melhor degustação dos seus aromas.
Ao deitar-se o vinho nos copos deve ser evitado agitar a garrafa, quando se trata de vinhos velhos, devem ser decantados com todo o cuidado e nunca se deve tocar com a garrafa no copo.

Ordem de serviço dos vinhos

Os vinhos devem ter uma ordem correcta de ser servidos: o seco antes do doce, o novo antes do velho e o branco antes do tinto.
O último vinho a ser servido deve ser o melhor, numa ordem que vá do bom ao excelente, do leve ao encorpado, do simples ao subtil.

 

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